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Cada Um é Um

Contornados por seus figurinos oníricos os palhaços provocam o encantamento e a cumplicidade logo no início do espetáculo. A encenação de "Cada Um é Um" propõe um espaço imaginário destacado do cotidiano, de onde saem histórias, brincadeiras, músicas, bonecos e desafios. 

O Espetáculo tem argumento de Valdo Matos e direção de Ana Caldas Lewinsohn e traz três palhaços mambembes que chegam de longe com seus instrumentos para fazer uma grande festa.

O Espetáculo "Cada Um é Um" foi concebido para tratar sobre o tema da diferença. O espetetáculo começa com a chegada de três palhaços músicos pra lá de divertidos e atrapalhados chegam de longe cantando, dançando e interagindo com o público.

A encenação de "Cada Um é Um" propõe um espaço imaginário destacado do cotidiano, de onde saem histórias, brincadeiras, músicas, bonecos e desafios. De fácil comunicação e linguagem simples, o espetáculo apresenta-se como se fosse uma caixa de surpresas, concretizada no cenário feito com cortinas de teatro, janelas, objetos antigos, entradas e saídas. De lá, sempre aparece uma novidade, os atores da trupe confrontam-se com o estranhamento e o mistério: um ser esquisito que fala e se mexe; uma bola mágica que aparece e desaparece misteriosamente. Todos os elementos cênicos são utilizados para fortalecer a intensidade dramática e materializar a diferença em jogos divertidos que possam ser assimilados pelas crianças sem que se corra o risco de uma lição de moral. É por meio da ludicidade e do despojamento dos atores que se desenvolve a dramaturgia de "Cada Um é Um”.

Para tratar sobre o tema da diferença, dois atores chegam de longe, já cantando, dançando e interagindo com o público, contornados por seus figurinos oníricos que provocam o encantamento, intimidade e cumplicidade logo no início do espetáculo. O cenário, criado pelo grupo Garrucha foi construído detalhadamente em cada ângulo e desperta a curiosidade do ator-brincante Valdo Matos, que começa a explorá-lo e, aos poucos, revelar seus segredos, junto à parceira e contadora de histórias Renata Mucci. A peça foi delineada a partir de quadros independentes, unificados pela relação dos atores com uma brincadeira-desafio sobre a diferença e peculiaridade de cada um. Sempre em tom de jogo aberto, o espetáculo foi criado para dialogar com o público infantil, porém sem deixar de agradar qualquer outra idade que presencie o acontecimento.

A direção do espetáculo é de Ana Caldas Lewinsohn que buscou enfatizar o estado de brincadeira dos atores, para que fosse possível criar uma relação de interesse com a plateia infantil. Por meio de cenas curtas e quadros independentes, buscou-se estimular a imaginação da criança, sem apresentar uma história fechada e de único sentido, explorando, assim, múltiplas interpretações e a co-criação do espectador como um segundo autor do espetáculo. Mesmo assim, a trupe de atores-brincantes estende às mãos ao público do início ao fim da encenação, propondo por meio da proximidade e da simplicidade um diálogo sincero e divertido. Para os adultos mais atentos, o tema central sobre a diferença aparece recorrentemente durante a apresentação, porém, para as crianças, a discussão não surge de forma literal, mas sim como pano de fundo. É uma grande brincadeira que comunica em suas entrelinhas sobre o respeito e a aceitação do outro, sobre a existência das diversas singularidades como potência de encontro, potência de vida.

Ana Caldas Lewinsohn

Atriz; dançarina; musicista. Professora, diretora e produtora. Pesquisadora Associada ao Lume Teatro desde fevereiro de 2014. Doutora em Artes da Cena na UNICAMP (2010-2014, bolsa FAPESP), dentro do Projeto Temático “Memória(s) e Pequenas Percepções”, do Lume Teatro, orientada por Renato Ferracini. Mestre em Artes na UNICAMP (2006-2009, bolsa FAPESP) e Bacharel em Artes Cênicas na UNICAMP (2001). Participou de Congressos Nacionais e Internacionais; estudou máscara na École Internationale de Théâtre Jacques Lecoq na França e com a Familie Flöz na Itália. Tem especialização em Arte-Educação no Instituto Teatro Escola Brincante, em SP (2002), sob supervisão geral de Antônio Nóbrega. Pesquisa a atuação com Máscara, o Teatro de Rua e a Cultura Popular desde 1997. Foi orientadora do Núcleo de Artes Cênicas do SESI (2003), docente da Escola Superior de Artes Célia Helena e da Casa do Teatro, em São Paulo (2009 e 2010). Tem experiência como docente na área de cultura popular e brinquedos e brincadeiras, na formação de professores da rede pública de Educação Infantil de Campinas, São Paulo e região metropolitana. Fundou e trabalhou durante 7 anos como atriz-pesquisadora no Grupo do Santo (1998 a 2004), com direção de Tiche Vianna; e 5 anos no Grupo Peleja (2006 a 2011). Atualmente trabalha como atriz-pesquisadora da Cia. Troada (desde 2009), destacando o espetáculo “A Porta”, contemplado pelo Prêmio Myriam Muniz 2009 da Funarte. É também atriz-convidada da intervenção poética “Passagens”, parceria do Grupo Matula Teatro e Boa Companhia, destacando a participação no Circuito SESC de Artes (2011).

Ficha Técnica

Elenco:
Renata Mucci
Rudah Silva
Valdo Matos

Cenografia e Figurinos:
Amarilis Arruda e Claudia Arruda

Trilha sonora:
Rudah Silva e Valdo Matos

Iluminação:
Maira Prates

Cenários e Adereços:
Grupo Garrucha

Fotos:
Bruna Nishihata

Coordenação de produção:
Valdo Matos e Renata Mucci

Realização:
No Mundo da Lua